"No ano de 1961 chegou a notícia à Esquadra nº 11 (Montejunto) que o Capitão Galvão tinha raptado o navio Santa Maria o que deu motivo a um alerta geral nesta Estação de Radar. Eu estava de serviço e, por volta das três horas da madrugada, captei, com os outros Radaristas, à altura do Porto, um Avião, que não tinha plano de voo e não se identificava. Pusemos os Scopes em operação IFF, para ver se era amigo, mas o sinal foi negativo. Note-se que, ao fim de três minutos, tirámos-lhe a velocidade de 590 milhas à hora, pelo que deduzimos que seria um B-57 Camberra, mas o pior foi quando lhe perdemos o contacto, ou seja, quando ele desapareceu dos ecrãs radares, à altura de Santarém, e vinha com o rumo apontado à Estação. Imediatamente, tentámos comunicar com a Ota, para descolar os F-84 e interceptar o mesmo, o que não aconteceu, por as comunicações estarem inoperativas. Aqui começámos a estar inquietos, pensando que ele vinha-nos bombardear. Depois de uns longos minutos de silêncio, que me pareceram horas, captei o mesmo, junto à costa algarvia, a caminho de Africa. Por uns tempos, pensei que o Capitão Galvão estava envolvido nisto e nas comunicações entre a Estação de Radar e a Base da Ota. Felizmente tudo acabou bem!
domingo, 26 de fevereiro de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
AT-1 Ilha do Sal - Carlos Barciela
![]() | |||
| Carlos Barciela |
Em Outubro de 61, fui destacado para o AT-1 na Ilha do Sal, a fim de dar apoio na manutenção dos P2V-5 da Esquadra 61 do Montijo.
Duas coisas me surpreenderam, as Camaratas eram de cartão e tinham sido construídas pelas Forças Armadas de Itália quando da 2ª. Guerra Mundial e não eram só as camaratas, o próprio Edifício do Aeródromo e o hotel.
A água canalizada era directamente bombeada do mar, a primeira vez que tomamos banho, sabão e água salgada não liga, o cabelo fica numa pasta que para o limpar era um castigo.
A água canalizada era directamente bombeada do mar, a primeira vez que tomamos banho, sabão e água salgada não liga, o cabelo fica numa pasta que para o limpar era um castigo.
Curiosidades em Moçambique - João Pinheiro
| João Pinheiro |
Um dia um oficial técnico de manutenção foi destacado de Lourenço Marques (AB8) para o norte de Moçambique (Nampula) afim de fazer uma peritagem sobre um Dakota sinistrado. Como não queria gastar muito dinheiro na deslocação pediu à "Senhorial República dos Dakotas" se poderia conceder-lhe alojamento durante o período de tempo conveniente e necessário. O Comandante da República naquela "diper" anuiu, desde que lhe fossem explicadas as regras da "casa", principalmente no que diz respeito ao sossego, já que ao nascer do sol no dia seguinte deveríamos estar a preparar o "Flecha de Prata" para mais um dia de trabalho. Tudo bem e aceite além de compreendido: fiquem sossegados e muito obrigado...! Tudo em silêncio... tudo sossegado... até que... o silêncio habitual da noite foi quebrado por .... RESSONAR... !!! Primeiro, sereno; depois, insistente; e entretanto, assintoso, agressivo, estrondoso..... eis senão quando, do quarto do comandante da tripulação sai um grito entre o surpreso e o raivoso: "quem é que está para aí a meter motor e nunca mais descoooola!!!!"
Subscrever:
Mensagens (Atom)






















